Fazendas históricas, música e gastronomia marcam a retomada do evento que celebra a história do café

 

O Festival Vale do Café 2024, que tem apoio da Secretaria Estadual de Turismo do Rio de Janeiro (SeturRJ), e de outros parceiros, correspondeu às expectativas de que, esse ano, o evento votaria ainda mais forte, retomando os tempos áureos de outros Festivais. Logo em sua abertura, na Fazenda União em Rio das Flores, a apresentação da ‘Seresta Lírica do Vale’ com Carol MC Davit e parceiros, encantou o público presente. As atrações foram ocorrendo ao longo da sexta-feria, dia 19 de junho, em vários locais espalhados pelas cidades participantes. Praças públicas também foram palco de eventos. E meio as apresentações líricas, houve também uma visitação guiada ao casarão histórico de 1836, uma joia em termos de detalhes decorativos e preservação, que ainda guarda uma das maiores coleções de porcelanas brasonadas do período do império. Ainda na sexta-feira, houve a participação de uma outra Fazenda em Valença. A estreante Santa Rosa, que tem entre seus atrativos, uma tradicional produção de cachaça artesanal, abriu suas porteiras, para a apresentação do Choro Nota Dez.

O sábado, segundo dia do Festival, marcou o primeiro final de semana do evento, reservava atrações de encher os olhos. Pela manhã, foi momento de visita em uma outra produtora de produtora de cachaça. A Fazenda das Palmas, em Engenheiro Paulo de Frontin, com cenário retirado dos quadros de Monet e farta mesa de pães, bolos e queijos com sabor do interior. O concerto do grupo "Chora! Mulheres na Roda", foi uma celebração às mulheres musicistas e compositoras do Choro, indo de Chiquinha Gonzaga a Nilze de Carvalho em um episódio especial, com a ex-aluna dos cursos de música do Festival, a flautista Carolina Chaves, como uma das artistas do palco principal.

 

Fazenda Floresta: Um dos momentos mais impactantes, certamente foi durante o evento na Fazenda Floresta, em Vassouras, também estreante no Festival. Cerca de 400 pessoas estiveram no evento para conhecer os detalhes de uma rica história em todos os sentidos.  

A atração musical ficou por conta do Concerto Gafieirando, com Daniela Spielmann, Silvério Pontes, entre outros, levantaram o público com repertório dançante e performance animada, passeando e interagindo com os espectadores. Mas são os detalhes da Floresta que mais encantaram os visitantes.

Herança dos filhos Júlio e Yolanda Capute: Os atuais proprietários, empresários Julio e o Yolanda Capute, herdaram a Fazenda do pai, o Engenheiro Marco Capute que escreveu um importante capítulo na história recente da região, ao presidir a Fundação Educacional Severino Sombra em Vassouras. Marco Capute havia adquirido a Fazenda, já no século XXI. Erguida no século XX, a Floresta mantém todas as características das antigas fazendas da região, quando o Vale do Paraíba foi o maior produtor mundial de café. ​ Construída por Gilberto Faria, banqueiro, advogado, empresário e político mineiro, a Floresta, foi um dos grandes investimentos da época. Gilberto foi casado por 30 anos, com Inês Maria Neves de Faria, filha do ex-presidente Tancredo Neves. Muito ativa nos negócios cafeeiros da época, Inês Maria participou diretamente dos projetos de construção da Fazenda.

“Quando fui procurado pelos amigos, o Secretário Estadual de Turismo, Gustavo Tutuca e pelo também amigo, Assessor Especial da Setur, Wanderson Farias, para que a Fazenda participasse do Festival, foi como um encontro de ideias. Eu, minha irmã Yolanda e a nossa família “Capute”, decidimos que seria o melhor momento para homenagear o legado que nosso pai {Marco Capute} deixou para toda nossa região. Foi muito gratificante e emocionante receber todos os visitantes, amigos para ver que vamos continuar com a história do Marco Capute. Os organizadores e apoiadores do Festival Vale do Café estão de parabéns pela organização do evento”. Disse emocionado Julio Capute.

Além de todas as riquezas históricas do período do “Ouro Verde”, a Floresta também é sede de um dos principais centros de Desenvolvimento de Genética Bovina do país. Ao cair do sol, a Fazenda Floresta recebeu iluminação especial, fornecendo um espetáculo surpresa, que manteve os visitantes ainda por mais tempo no casarão construído como réplica da arquitetura do século 19.

“Quando a gente presencia momentos históricos, como esse aqui na Fazenda Floresta, aumenta a certeza de que o apoio da Setur nesses Festivais e mais que acertado. Acompanhei a abertura oficial e outros eventos em outras fazendas. Todas estão bem preparadas e toda essa movimentação certamente colabora com a economia que gira em torno do turismo. Estaremos sempre presentes como incentivadores, apoiadores e facilitadores para que, não só os Festivais, mas todas as ações turísticas se mantenham em alta em nosso Estado.” Comentou Gustavo Tutuca.

Além das apresentações nas Fazendas Históricas, o Festival Vale do Café, programou para esse ano, pelas cidades participantes, eventos e ações que incentivaram também a presença dos produtores locais por meio dos APLs (Arranjo de Produtores Locais). Foram preparados espaços para degustação e venda de produtos artesanais como Café, Cachaça e Queijo.

“Decidimos inserir esses produtores artesanais, que já fazem parte de roteiros turísticos de degustação, para também estarem presentes no Festival Vale do Café. E tem dado muito certo, pois a visibilidade das ações faz com esses produtos sejam cada vez mais conhecidos e assim, de forma natural e espontânea, esses turistas voltarão outras vezes em outras épocas do ano para visitar e se hospedar no Vale do Café”, comentou o Assessor Especial da SeturRJ, Wandeson Farias.   

 

Público lota a fazenda histórica e celebra o legado de Marco Capute.  Foto:  João Miguel/Setur-RJ

O presidente da TurisRio, Sergio Ricardo, o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca,  o produtor rural Eli Werneck, da Cachaça Werneck,  Wanderson Farias, e Julio Capute, celebram o sucesso do Festival Vale do Café 2024, e demonstram o compromisso em fortalecer o turismo no Vale do Café e valorizar os produtos locais.